Cuidar de amor exige mestria. Ou não

Eberth Vêncio, Revista Bula


“O amor entre os gêneros nada mais representa senão um pretexto para a cópula, a fusão dos gametas, a perpetuação da espécie. “Crescei e multiplicai-vos”. Foi o próprio criador quem deu a senha. Por que duvidar dele?!

Talvez seja por isto que, após a consumação do coito, o amor perca espaço (transitório ou permanente) para o desprezo, a mágoa, a violência e outros sentimentos jamais imaginados, inconcebíveis aos casais de namorados recentemente enlaçados.

“Felizes para sempre” parece muito tempo. “Por toda a minha vida”, nem se diga. “Que seja infinito enquanto dure” soa bem mais realista. Viva o poetinha Vinícius! Para sempre seja louvado!

Conheço uma professora universitária que, deliberadamente, durante grande parte da vida, abdicou aos romances. Residiu durante sete anos na Europa. Fez Mestrado, Doutorado, Pós-doutorado, enfim, uma vida dedicada a uma bem sucedida carreira como docente.

Solteira, solitária, imatura como uma adolescente salpicada de espinhas, adentrada na quarta década de vida, foi assim que a matrona me descreveu um reencontro com um ex-provável-amor-da-vida-dela. O relato deu-se sob lágrimas, soluços e, claro, muita tequila.

— Se as coisas melhorarem vão dizer que Deus anda puxando o meu saco.

Ela riu muito da tirada do sujeito que há tempos não via. Observava o interlocutor, admirada, apalermada como sói ocorre aos amantes. Todos aqueles anos não azedaram o seu humor, que continuava aguçado, contagiante. Ficou pensando como parecia fácil ser feliz. Não era assim com ela. Carisma não é pra todo mundo. Que o diga Dona Dilma, a criatura candidata.

— Se melhorar, açucara.”
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