“O senador refez suas críticas ao
procurador-geral da República e à publicação; desta vez, ele acusou Gurgel de
ter chantageado o então senador Demóstenes Torres na época em que recebeu a
Operação Vegas, da PF; Collor quer Gurgel e toda sucursal de Brasília da Veja
na CPI do Cachoeira
Brasil 247 / Agência Senado
Primeiro a discursar em Plenário nesta
segunda-feira (27), o senador Fernando Collor (PTB-AL) voltou a dirigir
críticas ao desempenho de Roberto Gurgel no cargo de procurador-geral da
República. O senador acusou o chefe do Ministério Público da União de cometer
diversos crimes e irregularidades: prevaricação, improbidade administrativa,
crime de responsabilidade e chantagem.
Segundo Collor, Roberto Gurgel prevaricou
por ter demorado mais de dois anos para adotar qualquer medida em relação à
operação Vegas, da Polícia Federal, anterior à operação Monte Carlo e também
voltada às ações de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Para o
senador, a falta de ação de Gurgel favoreceu a organização criminosa comandada
por Cachoeira, que continuou em ação, e influenciou o resultado das eleições
gerais de 2010 no estado de Goiás, nas quais Marconi Perillo (PSDB) foi
reeleito governador.
- Conforme reconheceu, em depoimento na CPI
no dia 12 de junho deste ano, o próprio governador Marconi Perillo, ao ser
questionado exatamente sobre essa possibilidade. Ele disse: "Sim, se essa
operação tivesse sido desvelada antes das eleições, o resultado em Goiás das
eleições em 2010 teriam sido diferentes" – relatou Collor.
O parlamentar afirmou ser imperiosa a
convocação de Gurgel para prestar depoimento à CPI do Cachoeira, para explicar
"todos os fatos, atos e os não atos que estão vindo à luz e que dizem
respeito à sua conduta como chefe maior do Ministério Público".
Collor informou ainda ter protocolado seis
representações contra o procurador geral e contra a subprocuradora Cláudia
Sampaio Marques, esposa de Gurgel. Segundo ela, disse Collor, a decisão de
sobrestar o inquérito da operação Vegas teria sido tomada por ela e pelo procurador-geral
em conjunto com o delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques de Souza,
responsável pela operação.”
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