Mundo conflagrado


Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação

O mundo está conflagrado. A situação na Síria agravou-se e já é considerada pela Cruz Vermelha como guerra civil. Lamenta-se o número de vítimas resultantes dos confrontos.

Três integrantes do alto escalão do governo foram mortos em um atentado em Damasco, o que para os analistas representou sinal de fraqueza do regime de Bashar Assad, embora  houve quem dissesse que teria sido o próprio regime que realizou o ato terrorista para evitar um golpe de estado. É a tal coisa: não raramente numa guerra, a verdade sofre revezes...
   
De um modo geral o noticiário sobre a Síria é  majoritariamente apresentado pela versão de um dos lados, contra o regime atual que vem sendo combatido pelos rebeldes com a ajuda do Ocidente.

Rússia e China mais uma vez rejeitaram resolução no Conselho de Segurança condenando o regime de Bashar Assad, sob a justificativa de que poderia repetir os acontecimentos do ano passado, ou seja, que resultaram no sinal verde na ONU para os bombardeios da OTAN na Líbia. E que então Rússia e China se abstiveram permitindo a aprovação da resolução.

Representantes de países europeus e dos Estados Unidos, que têm sido acusados de armar os rebeldes sírios juntamente com monarquias árabes como a Arábia Saudita e o Catar, condenaram a Rússia e a China por não repetirem o que fizeram o ano passado.

 Numa guerra, vale sempre repetir, a verdade também é uma das vítimas. Neste caso, o mais certo é apresentar as versões dos dois lados combatentes em pé de igualdade. Mas isso não acontece, o que dá margem à opinião pública se posicionar apenas contra o regime sírio, não levando em conta a composição dos rebeldes e quem os apoia.

O representante sírio na ONU, Bashar Ja`Afri, garantiu que entre os rebeles existem grupos terroristas  ajudados pela  Al Qaeda, o que obriga o seu governo a proteger o povo contra a ameaça externa. Não é a primeira vez que se denuncia a participação da Al Qaeda nos combates, o que já tinha acontecido no ano passado na Líbia. 

O governo sírio ameaçou utilizar armas químicas se houver invasão estrangeira. Essas armas podem estar estocadas e provavelmente foram adquiridas no Ocidente.”
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