Marina Dias, Terra Magazine
“Ao meio-dia de quinta-feira, 21 de junho,
o advogado Adolfo Ferrero recebeu uma das ligações mais importantes de sua
carreira jurídica. Do outro lado, o então presidente do Paraguai, Fernando
Lugo, pediu que ele formasse uma equipe qualificada e começasse a preparação da
defesa para seu governo. Lugo, assim como a maior parte de seus aliados, sabia
que o fim daquela semana seria decisivo para a esquerda paraguaia.
Ferrero cumpriu o pedido. Reuniu um grupo
de pessoas de sua confiança e formou o banker jurídico de Lugo, separado do
grupo político, mas pediu algumas diretrizes para, segundo ele, apresentar uma
defesa "coerente" ao governo. Em pouco mais de 36 horas, porém,
Lugo seria destituído do poder e seu vice, Federico Franco, assimiria o Palácio
de López. Tudo muito rápido e, de acordo com Ferrero, de forma ilegal.
"Recebemos a acusação de Lugo por
volta das 20h. Na democracia, o mínimo que podemos esperar é o respeito ao
horário comercial. Houve uma simulação de impeachment e até hoje (domingo, 1 de
julho), uma semana depois do golpe, esperamos os documentos do Congresso para
que possamos entrar com a ação de inconstitucionalidade, cujo prazo vence na
quinta-feira (5)", explica Ferrero em entrevista a Terra Magazine.”
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Comentários
O bloqueio dos documentos comprova o golpe e deveria calar de vez a direita e seu serviçal bicudo no senado. Como este não tem vergonha nas fuças, vai continuar vomitando seu besteirol a favor dos golpistas e contra a diplomacia brasileira. Faz sentido. Afinal, quando os criminosos de guerra do Departamento de Estado mandam, os serviçais daqui atendem prontamente. Ele não queria contratar uma petroleira ianque para forjar documentos contra a Petrobrás?