02 julho 2012

11 coisas (ou pessoas) que você adoraria mandar para o inferno


Eberth Vêncio, Revista Bula

“Existe uma clássica piada na qual um padre (ou pastor), durante uma pregação, pergunta aos presentes: "— Quem quer ir para o Céu?". Sem pestanejar, todos da manada levantam as mãos trêmulas para o alto, aprovando a ideia. "— E quem quer ir hoje?", insiste o líder. É claro: a massa dobra os cotovelos. Todo o mundo deseja ir para o Céu, mas ninguém quer morrer. Risível? Eu achei.

Mas nem sempre a lógica e a clareza parecem tão explícitas. Há vários anos um guru tresloucado chamado Jim Jones induziu centenas de seguidores a um suicídio coletivo (918 pessoas, de mamando a caducando), num dos episódios de fanatismo religioso mais estúpido que se tem notícia desde que Caim matou Abel a porretadas. Portanto, cuidado com líderes religiosos exaltados.

Mas este texto não foi escrito para enaltecer o Céu, e sim, lucubrar a respeito dos infernos nossos de cada dia. Falemos, então, desde ambiente enigmático e eternamente repelido pelo ser humano, até pelos crápulas mais desprezíveis. 

O que mais se encontram na internet são listas. Infindáveis listas de preferência. Os 10 mais. Os 30 menos. Os 50 piores. Os 69 mais picantes. Os 100 indispensáveis. Os 1000 essenciais. E por aí vai.

Entrando nesta seara das listas com ranqueamentos descartáveis, fazendo alusão ao roqueiro Raul Seixas, "eu também vou ranquear". Conclamo os valorosos leitores a um exercício, uma dinâmica em grupo engendrada individualmente (?), nalgum lugar do ciberespaço, cada qual no seu quadrado.

Imaginem-se sentados numa confortável poltrona de veludo, como se fossem um deus, um juiz, uma espécie de carrasco experimentado. A sua frente, uma enorme redoma de vidro por meio da qual vocês enxergam perfeitamente quem (ou o que) está dentro dela, embora a recíproca não seja verdadeira. Ou seja, há uma completa privacidade que os fazem se sentir deveras poderosos e confiantes, como se vocês fossem um senador da república votando secretamente contra os interesses do eleitorado, entendem? Ninguém irá pegá-los. Não há câmeras escondidas, nem escutas arapongas nas redomas imaginárias.”
Artigo Completo, ::AQUI::

Um comentário:

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Muito bom. Parabéns pelo post


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