Uma câmera na mão e outra porcaria no Youtube


Denise Rossi, Revista Bula

“O homem mais irritado do mundo, Jack Rebney ficou conhecido assim após se tornar um dos primeiros virais — vídeos que se espalham rapidamente pela internet — de que temos notícia. Nele, Jack, um vendedor da empresa americana Winnebago Industries, aparece xingando a equipe e praguejando contra tudo e todos enquanto supostamente deveria gravar uma propaganda para a empresa.

A história virou um documentário, “Winnebago Man” (2010), no qual o jovem diretor  Ben Steinbeur sai à procura de Jack, agora já um senhor, para saber seu paradeiro e o que o levou a gravar  o vídeo tão irritado daquela forma. Quando  Jack é encontrado somos apresentados à mesma figura inconformada, mas de um carisma irresistível. Jack é aclamado por uma legião de fãs e se surpreende ao saber de sua fama, para ele repentina. A internet criava assim mais um personagem, para muitos uma lenda, mas se analisarmos mais de perto, uma pessoa comum como qualquer um de nós.

Quem frequenta as redes sociais e já tem a vida on-line tão ativa quanto à off-line, convive quase que diariamente com pessoas que aparecem no YouTube e se tornam famosas, queridas ou odiadas repentinamente. A história de Jack Rebney, porém, é um pouco diferente. Ele entrou para o roll da fama  na internet porque seu carisma o levou até lá. Hoje a maioria dos vídeos não são espontâneos. Pessoas fazem malabarismos contorcionistas para conseguirem visibilidade na rede.  Querem ser vistas, amadas ou odiadas, não importa. É como se o anonimato fosse ultrajante. A internet deixou a televisão para trás e se tornou a grande vitrine dos dias atuais.”
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