“Para Marcio Pochmann, país privilegiou em
décadas anteriores o ganho financeiro, esvaziando a produção. Agora, tenta
desmontar essa equação
Vitor Nuzzi, Rede Brasil Atual
As medidas anunciadas na semana passada
pelo governo para estimular a indústria seguem uma política gradual de
reconstrução do parque produtivo, em uma economia que passou do oitavo lugar,
em 1980, para 13º em 2000, e hoje está entre as seis maiores do mundo, opina o
presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann.
“Estamos vivendo uma trajetória de políticas que vão se compondo, como um
tijolo sobre o outro. Do ponto de vista dessa trajetória, o Brasil vem se
posicionando melhor.”
Para consolidar essa estratégia, aumentar
os investimentos é um fator fundamental. O desafio brasileiro é desmontar uma
equação dos anos 1980/1990, que levou a uma contração do patamar de
investimento, saindo do nível de 25% que atingiu na década anterior. Uma
equação que levou, define Pochmann, “à financeirização da riqueza e ao
esvaziamento do investimento”. Assim, é preciso reduzir os ganhos no circuito
financeiro para elevar o nível de investimento.
“Isso não acontece apenas com redução dos
juros”, observa o economista. É preciso garantir mais liquidez (algo que pode
ser traduzido como dinheiro em caixa) e o que Pochmann chama de eficiência
marginal do capital: uma expectativa de ganho produtivo superior ao obtido no
circuito financeiro. “Só ocorre com uma mudança do ponto de vista
macroeconômico.”
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