“Numa solenidade das mais concorridas,
realizada no Palácio do Planalto no dia 18 de novembro do ano passado, a
presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei que cria a Comissão da Verdade. Cem
dias já se passaram e até o momento a Comissão não foi instalada porque os seus
membros não foram indicados pela chefe do Executivo.
Messias Pontes, Vermelho
O Brasil não pode continuar sendo o País da
impunidade e levado ao banco dos réus por órgãos internacionais – como a Corte
Interamericana de Direitos Humanos da OEA – por não punir aqueles que cometeram
crimes contra a humanidade. É oportuno lembrar que o Brasil é o único do
subcontinente sulamericano a não punir os agentes do Estado – civis e militares
– que sequestraram, torturaram, mataram e ocultaram o corpo de centenas de
democratas que lutaram contra a ditadura militar que durante 21 longos anos
infelicitou a nação brasileira, se constituindo numa das maiores tragédias
nacionais.
Enquanto a Comissão da Verdade não é instalada, as viúvas da ditadura militar continuam aprontando, como ocorreu semana passada com os comandantes dos três clubes dos militares da reserva do Exército, Marinha e Aeronáutica, que exigiram da presidenta Dilma a punição para as ministras Maria do Rosário, do Direitos Humanos, e Elionora Menicucci, da Mulheres, que defenderam a apuração dos crimes da ditadura militar (1964-1985).
O manifesto que estava no site dos Clubes Militares foi retirado do ar por sugestão dos comandantes das três Forças. Porém ontem um grupo de 98 militares golpistas de pijama publicaram outro manifesto desafiando a presidenta Dilma e o ministro da Defesa,Celso Amorim. Eles dizem não reconhecer a autoridade do ministro Celso Amorim para proibi-los de expressar opiniões.
O novo texto foi divulgado no site da esposa do coronel Carlos Alberto Ustra, um dos subscritores do documento, e que é acusado de torturar presos políticos nos porões do DOI-Codi de São Paulo –aparelho de repressão do Exército onde eram cometidas as maiores atrocidades. Esse coronel de pijamas, que chefiava o DOI-Codi, está sendo processado na Justiça pela prática de tortura.”
Enquanto a Comissão da Verdade não é instalada, as viúvas da ditadura militar continuam aprontando, como ocorreu semana passada com os comandantes dos três clubes dos militares da reserva do Exército, Marinha e Aeronáutica, que exigiram da presidenta Dilma a punição para as ministras Maria do Rosário, do Direitos Humanos, e Elionora Menicucci, da Mulheres, que defenderam a apuração dos crimes da ditadura militar (1964-1985).
O manifesto que estava no site dos Clubes Militares foi retirado do ar por sugestão dos comandantes das três Forças. Porém ontem um grupo de 98 militares golpistas de pijama publicaram outro manifesto desafiando a presidenta Dilma e o ministro da Defesa,Celso Amorim. Eles dizem não reconhecer a autoridade do ministro Celso Amorim para proibi-los de expressar opiniões.
O novo texto foi divulgado no site da esposa do coronel Carlos Alberto Ustra, um dos subscritores do documento, e que é acusado de torturar presos políticos nos porões do DOI-Codi de São Paulo –aparelho de repressão do Exército onde eram cometidas as maiores atrocidades. Esse coronel de pijamas, que chefiava o DOI-Codi, está sendo processado na Justiça pela prática de tortura.”
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