Luis Nassif, CartaCapital
“No Ministério da Fazenda há a agenda comum
com o Banco Central de redução do “spread” bancário (diferença entre taxas de
captação e de aplicação dos bancos comerciais).
Ainda não existe um pacote definido de
medidas, mas a agenda foi retomada. O “spread” é resultado da taxa de
inadimplência do banco, mais impostos, mais margem de lucros dos bancos e
também da política monetária (definição do nível do compulsório, isto é a
parcela dos depósitos bancários recolhidos ao BC, e a taxa Selic).
Pelas análises iniciais, constata-se que
não dará para reduzir impostos. Tem-se reduzido o compulsório e flexibilizado a
taxa de juros. A margem dos bancos depende da competição. Sobra a inadimplência
a ser atacada, através de uma série de medidas destinadas a melhorar as
estatísticas do sistema e aprimorar as análises de crédito.
Essa retomada dos estudos microeconômicos
se deve à relativa folga proporcionada pela economia mundial.
Nos Estados Unidos, foi prorrogado o
programa de desoneração fiscal de Obama e o seguro desemprego. Mudou a
perspectiva da economia e poderá nem ocorrer desaceleração do PIB
norte-americano.
A União Europeia continua preso a soluções
com tempo de validade, como é o caso da Grécia. O lado positivo é o fato do
Banco Central Europeu estar injetando mais liquidez na economia reduzindo o
risco de crise financeira. Mas falta crescimento para poder fugir da armadilha
da crise fiscal.”
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