Fernando Brito, Projeto Nacional
“Ninguém de bom-senso pode achar que num
mundo como o de hoje, cheio de vasos comunicantes entre as esconomias e
empresas, seja possível adotar um câmbio extremamente rígido, a não ser que o
Governo queira manter uma cotação artificial à custa da queima de suas reservas
ou de um endividamento brutal para obter recursos.
O Brasil fez isso naquele famigerado tempo
da “banda cambial”, que acabou terminando do jeito que todos sabemos.
O que acontece agora, e que a presidenta Dilma
Rousseff chamou hoje de “tsunami monetária” é simplesmente o fato de estarem-se
simplesmente lançado uma quantida imensa de diheiro em circulação , como os 530
milhões de Euros liberados ontem pelo Banco Central
Europeu, sem políticas capazes de absorvê-los
sem que se lancem sedentos sobre os países em desenvolvimento, porque não
encontram, por lá, nem juros compensadores nem a perspectiva de investir em
produção, pois o desemprego e a queda da renda arruinaram o consumo.
Embora os apressados quisessem que se
anulassem todas as medidas restritivas à entrada de dólares logo que a moeda
americana se valorizou, o que estamos é na imiência de te-las de torna-las
ainda mais drásticas.”
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