Soldado Manning é indiciado por vazar informações ao WikiLeaks


Manning foi acusado por 22 crimes, sendo que o mais sério deles é o de "ajudar o inimigo" por supostamente ter enviado mais de 700 mil documentos secretos e imagens de vídeo das forças armadas para o site

Brasil 247 / AE

O suspeito de ser responsável pelo maior vazamento de informações confidenciais da história dos Estados Unidos, o soldado Bradley Manning, foi formalmente acusado nesta quinta-feira, antes de ser enviado para uma corte marcial, onde pode ser condenado à prisão perpétua.

Manning foi acusado por 22 crimes, sendo que o mais sério deles é o de "ajudar o inimigo" por ter supostamente ter enviado mais de 700 mil documentos secretos e imagens de vídeo das forças armadas para o site WikiLeaks, o que representa um dos piores revezes já enfrentados pela inteligência norte-americana. Por esse crime, ele pode ficar o resto da vida na cadeia. Já a combinação das demais acusações podem render a ele uma pena máxima de 150 anos de prisão

Os advogados de defesa argumentam que Manning passava por problemas e não deveria ter tido acesso ao material secreto. O soldado, de 24 anos, está detido desde maio de 2010.

Numa audiência preliminar, realizada em dezembro, promotores militares apresentaram provas de que Manning fez o download e transferiu para o WikiLeaks, por meios eletrônicos, quase meio milhão de relatórios de campo das guerras do Iraque e Afeganistão, centenas de milhares de telegramas diplomáticos, e o vídeo de um violento ataque de helicóptero do Exército, de 2007, disponibilizado pelo WikiLeaks, que ganhou o apelido de "assassinato colateral".
Foto: Benjamin Myers/Reuters
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