“Para o secretário de Segurança Pública da
Bahia, Maurício Barbosa, as gravações obtidas pela inteligência da polícia
baiana, com autorização da Justiça, "deram um tapa na cara da
sociedade"
Brasil 247 / Agência Estado
Para o secretário de Segurança Pública da
Bahia, Maurício Barbosa, as gravações obtidas pela inteligência da polícia
baiana, com autorização da Justiça, "deram um tapa na cara da
sociedade". "Ficou clara a intenção (das lideranças grevistas) de
usar os atos de vandalismo para fazer pressão tanto pela questão salarial
quanto pela tentativa de chamar a atenção nacional para o movimento",
afirma. "Também deu para ver que a intenção é levar a manifestação para
outros lugares."
De acordo com Barbosa, as gravações também
enfraquecem a luta dos manifestantes para que sejam revogados os pedidos de
prisão feitos contra os líderes do movimento grevista na Bahia, entre eles o
principal articulador da paralisação, o presidente da Associação de Policiais e
Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), Marco Prisco.
"Como o governo se mostrou disposto a
fazer todo esforço possível para cumprir o pedido salarial, a gente sabe que o
que segura a manifestação, hoje, é a questão do cumprimento dos mandados de
prisão", afirma o secretário. "Ele (Prisco) não queria ser
responsabilizado pelos crimes cometidos, mas as gravações deram um tapa na cara
da sociedade."
O terceiro dos 12 mandados de prisão contra
líderes do movimento grevista foi cumprido no fim da tarde de hoje, segundo a
Secretaria de Segurança Pública. A soldado Jeane Batista de Souza, do Batalhão
de Guardas da PM, é acusada de formação de quadrilha e roubo de patrimônio
público (viaturas), assim como os dois policiais já detidos, o soldado Alvin
dos Santos Silva, preso no domingo, e o sargento Elias Alves de Santana, detido
na terça-feira. Os três também passarão por processos administrativos da PM.”
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