Renata Giraldi, Agência Brasil
“Em meio ao agravamento da crise na Síria e
às ameaças de confrontos armados entre Israel e o Irã, o Brasil se prepara para
defender o chamado princípio diplomático da responsabilidade de proteger. O
ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, discursará amanhã (21) na
sede da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a necessidade de a comunidade
internacional adotar meios pacíficos para resolver controvérsias.
No discurso, Patriota deverá ressaltar que
o ideal é intensificar os esforços da comunidade internacional em utilizar
todos os meios não violentos para a proteção de civis e lembrar que quaisquer
ações militares têm de ser autorizadas pelo Conselho de Segurança das Nações
Unidas.
Patriota deverá reiterar que, em caso de
ações militares internacionais, a ONU determinará que a atuação tem de ser
operacional e temporal – ou seja com prazo definido -, estabelecendo também a
necessidade de monitoramento e avaliação de resoluções que autorizem
intervenções. Para o governo brasileiro, como último recurso deve ser usada a
força, desde que antecedida por criteriosa análise.
Na semana passada, quando a Assembleia
Geral das Nações Unidas aprovou resolução contra a Síria recomendando o fim da
violência na região e a adoção de medidas democráticas, o Brasil apoiou a
medida e apelou para a preservação dos direitos humanos e a extinção das
violações cometidas na região.”
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