24 Fevereiro 2012

Entre os aliados e o próprio partido


Matheus Pichonelli, CartaCapital

"Passada mais uma semana, ainda não se sabe, ao menos oficialmente, as condições colocadas por José Serra para disputar a prefeitura de São Paulo. Uma delas, conforme o último burburinho, seria a possibilidade de concorrer numa chapa puro-sangue – o que sinalizaria que, com um candidato a vice tucano, Serra poderia, de novo, deixar o posto para alçar voos mais altos e deixar São Paulo sob o controle do partido.

Enquanto Serra não se decide, o tabuleiro da corrida eleitoral na maior cidade do País segue, consequentemente, incerto. Os cenários mudam conforme a movimentação dos atores – no caso, os pré-candidatos.

Fato é que, na opinião do cientista político Celso Roma, a candidatura do tucano será fatalmente um obstáculo às pretensões políticas de Fernando Haddad (PT).

Roma lembra que só a possibilidade de Serra entrar na disputa já fez a cúpula do PT repensar a estratégia para a campanha de Haddad.

Isso porque, se concorrer, entraria já com o apoio do governador Geraldo Alckmin e, muito provavelmente, do prefeito Gilberto Kassab.

A eleição em São Paulo, portanto, diz o especialista em partidos políticos, “projeta um cabo de guerra entre a administração municipal e estadual, de um lado, e, de outro, a administração federal”.

Para se candidatar, Serra teria de chegar sem pedir licença. Vale lembrar que, enquanto não se decide, quatro pré-candidatos ensaiam a realização de prévias que, no fim das contas, podem se revelar um mero simulado. Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Anibal (secretários do governo Alckmin) e o deputado federal Ricardo Tripoli são hoje, oficialmente, os pré-candidatos tucanos.”
Artigo Completo, ::Aqui::

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