Matheus Pichonelli, CartaCapital
"Passada mais uma semana, ainda não se sabe,
ao menos oficialmente, as condições colocadas por José Serra para disputar a
prefeitura de São Paulo. Uma delas, conforme o último burburinho, seria a
possibilidade de concorrer numa chapa puro-sangue – o que sinalizaria que, com
um candidato a vice tucano, Serra poderia, de novo, deixar o posto para alçar
voos mais altos e deixar São Paulo sob o controle do partido.
Enquanto Serra não se decide, o tabuleiro
da corrida eleitoral na maior cidade do País segue, consequentemente, incerto. Os
cenários mudam conforme a movimentação dos atores – no caso, os pré-candidatos.
Fato é que, na opinião do cientista
político Celso Roma, a candidatura do tucano será fatalmente um obstáculo às
pretensões políticas de Fernando Haddad (PT).
Roma lembra que só a possibilidade de Serra
entrar na disputa já fez a cúpula do PT repensar a estratégia para a campanha
de Haddad.
Isso porque, se concorrer, entraria já com
o apoio do governador Geraldo Alckmin e, muito provavelmente, do prefeito
Gilberto Kassab.
A eleição em São Paulo, portanto, diz
o especialista em partidos políticos, “projeta um cabo de guerra entre a
administração municipal e estadual, de um lado, e, de outro, a administração
federal”.
Para se candidatar, Serra teria de chegar
sem pedir licença. Vale lembrar que, enquanto não se decide, quatro
pré-candidatos ensaiam a realização de prévias que, no fim das contas, podem se
revelar um mero simulado. Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Anibal
(secretários do governo Alckmin) e o deputado federal Ricardo Tripoli são hoje,
oficialmente, os pré-candidatos tucanos.”
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