“A revista britânica The Economist defende a introdução de
leis mais duras no Brasil para combater o racismo.
Segundo
a Economist, essa opção,
defendida pelo governo e por ativistas, é válida, mas traz riscos, como a
promoção das políticas de divisão racial.
"Uma combinação de leis mais duras contra o racismo e cotas para a educação superior para compensar o fraco sistema público educacional pode ser uma melhor opção", afirma a revista.
"A perversidade da escravidão, o atraso na abolição e o fato de nada ter sido feito para transformar ex-escravos em cidadãos... tudo isso tem um impacto profundo na sociedade brasileira", afirma o texto.
BBC Brasil
Em uma reportagem sobre o racismo e a
situação dos negros no país, a revista diz que "a questão que o Brasil
enfrenta hoje é se o melhor jeito de retificar o legado escravocrata é dar
direitos extras aos negros e mulatos".
"Uma combinação de leis mais duras contra o racismo e cotas para a educação superior para compensar o fraco sistema público educacional pode ser uma melhor opção", afirma a revista.
Raízes
A abrangência da escravidão no Brasil e como o país parece insistir em esquecer sua história são citados como raízes do racismo no país."A perversidade da escravidão, o atraso na abolição e o fato de nada ter sido feito para transformar ex-escravos em cidadãos... tudo isso tem um impacto profundo na sociedade brasileira", afirma o texto.
A revista cita números do Ipea (Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada) que comprovam essa desigualdade, como o fato de
mais de metade dos moradores de favelas cariocas serem negros, enquanto em
bairros mais ricos, esse percentual não passa de 7%.”
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