“Investigação durou duas semanas; foram
ouvidos o repórter Gustavo Ribeiro, o ex-ministro José Dirceu e uma camareira
do hotel Naoum; “houve mesmo tentativa de invasão a domicílio”, diz delegado
Laércio Rosseto; inquérito será encaminhado a juizado criminal de Brasília;
pena: três meses de prisão
Evam Sena, Brasil 247
A investigação policial sobre a tentativa
de invasão de uma suíte ocupada pelo ex-ministro José Dirceu por um repórter da
revista Veja acaba de ser concluída. O chefe da 5ª Delegacia de Polícia Civil
do Distrito Federal, Laércio Rosseto, chegou à conclusão que o jornalista
Gustavo Ribeiro realmente tentou violar a suíte ocupada pelo petista no Hotel
Naoum Plaza, em Brasília, no dia 24 de agosto de 2011. “O jornalista alega que
a intenção era a de verificar se o alvo de sua reportagem estava mesmo
hospedado no hotel, mas também admitiu que tentou entrar em um ambiente
privado”, disse o delegado ao 247.
Rosseto colheu depoimentos de Dirceu e do
repórter, além da camareira para quem Gustavo pediu que abrisse o quarto, e,
também, do responsável pela segurança do hotel. O resultado da investigação,
apoiada em imagens do circuito interno do hotel, cópia dos depoimentos e outros
documentos, será encaminhado para o Juizado Especial Criminal de Brasília, que
vai decidir se abre processo contra Gustavo. A remessa ocorre já na próxima
semana.
Em depoimento feito na delegacia no dia 29
de agosto, a camareira cujo nome não foi revelado contou que Gustavo Ribeiro
pediu a ela para que abrisse os dois quartos conjugados ocupado por Dirceu no
16º andar. Ribeiro alegou que as ocupações eram ocupadas por ele próprio,
segundo a versão da camareira, mas que esquecera as chaves do lado de dentro. A
funcionária do Naoum Plaza afirmou ao delegado que negou o pedido porque tinha
“segurança” de que as suítes eram ocupadas pelo ex-ministro petista – e não
pelo jornalista.
Segundo a camareira, o repórter “reiterou o
pedido, insistindo para que abrisse o apartamento”. A funcionária, então,
consultou uma lista de hóspedes do andar privativo e, em seguida, pediu ao
repórter para se identificar pelo nome. Ele disse chamar-se Gustavo, mas
continuou insistindo em
entrar. Enquanto fazia “sucessivas negativas”, na expressão
da própria camareira ao delegado, de abrir a porta, ela não encontrou o nome
dele na lista. O jornalista da Veja, então, disse que havia se enganado e foi
embora.
Mais tarde, porém, Ribeiro hospedou-se no
mesmo andar em que fica a suíte que Dirceu ocupava. Em depoimento dado ao
delegado no dia 6 de setembro, o repórter afirmou que não chegou a passar a
noite no hotel, mas assumiu que pedira para que a camareira abrisse o quarto do
ex-ministro. Em sua defesa, o profissional de Veja se defendeu dizendo que o
objetivo era somente verificar se Dirceu estava mesmo hospedado no hotel,
conforme lhe havia sido informado, e não para entrar no quarto.”
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