Sergio Lirio e Soraya Aggege, CartaCapital
Kassab, 51 anos, monta uma estrutura de apoio nacional ao PT, enquanto sonha com sua eleição para o governo paulista em 2014. Mas na capital paulista, antevê uma briga ferrenha com os petistas pela sua sucessão em 2012. Ele conta que apoiaria o ex-governador José Serra, mas considera a hipótese remota e se volta para a base aliada do PSDB, como o PV e o PPS. Kassab tenta montar um cenário diferente para a disputa à Prefeitura: sem o PSDB, ele mesmo polarizaria com o PT em São Paulo.
Boa parte das suas promessas de campanha não será cumprida, mas Kassab guarda no caixa um superávit recorde, de sete bilhões de reais, que começará a ser liberado às vésperas da largada eleitoral para a sua sucessão. No mínimo, poderá dar um bom “banho de loja” na cidade. Com a perspectiva de fazer o sucessor e ao lançar o novo partido, já atraiu 40 dos 55 vereadores paulistanos, aprovando todos os seus projetos, inclusive os estratégicos, como uma isenção de 536 milhões de reais ao Corinthians, que viabilizará um estádio para a maior torcida do Estado, e a construção de um novo caminho rumo ao Litoral Sul.
Kassab também enfrenta problemas, principalmente no Ministério Público do Estado. O MPE o acusa de improbidade administrativa, alegando que ele cede irregularmente a área pública onde fica parte do Estádio do Canindé, da Portuguesa. O prejuízo público é estimado em quase dez milhões de reais. O megaumento salarial que conseguiu aprovar na Câmara, de 12 mil reais para 24 mil reais, também entrou na mira dos promotores.
CartaCapital: A aprovação da lei que está sendo chamada de anti-PSD no Senado atrapalhará seus planos?
Gilberto Kassab: Essa aprovação foi em uma comissão e já não é mais terminativa, porque tem um recurso que joga (o caso) para o Plenário. Depois ainda precisará ir para a Câmara, onde deve ficar por uns seis meses e o PSD em duas ou três semanas estará criado.
CC: Era realmente necessário o senhor criar um partido?
GK: Juridicamente era a única saída. Alguém com um mandato, e eu sou prefeito de São Paulo, só pode mudar de partido para fazer um novo partido.”
Entrevista Completa, ::Aqui::

Comentários