“Myrian Rios mistura homossexualidade com pedofilia, cai na internet e passa a semana negando o que de fato dissera
Bastaram 12 minutos. Foi o tempo necessário para que Myrian Rios, de 52 anos, quebrasse o marasmo do seu mandato de deputada estadual no Rio. Desde que tomou posse, em 1º de fevereiro, a ex-atriz e ex-mulher do cantor Roberto Carlos tinha passado praticamente despercebida na Assembleia Legislativa. Um discursinho aqui, outro ali, nada que merecesse destaque. Seu auge até agora tinha sido a eleição para a Comissão de Turismo da casa.
No dia 21, da tribuna da Alerj, falando de improviso, Myrian misturou homossexualidade com pedofilia num discurso que caiu na internet na semana passada e despertou a ira dos internautas. Em menos de 24 horas a página no Facebook Cala a boca, Myrian Rios já tinha 10 mil seguidores.
E Myrian se calou. Sem dar entrevistas, passou a semana negando em três notas distribuídas por assessores o que de fato dissera. Missionária da Canção Nova, braço da Igreja Católica, Myrian subiu na tribuna para criticar a PEC 23, projeto do deputado petista Gilberto Palmares que inclui orientação sexual no texto da Constituição estadual que proíbe discriminação por raça, sexo, religião ou deficiência física .
"Essa PEC é uma porta para a pedofilia", vislumbrou Myrian no seu discurso. E justificou: "Por exemplo, digamos que eu tenha duas meninas em casa e minha babá seja lésbica. Se minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, não posso. Vou ter que manter a babá em casa e sabe Deus se ela não vai cometer pedofilia contra elas. Eu não vou poder fazer nada".
Matéria Completa, ::Aqui::
Marcia Vieira, O Estado de S.Paulo
Bastaram 12 minutos. Foi o tempo necessário para que Myrian Rios, de 52 anos, quebrasse o marasmo do seu mandato de deputada estadual no Rio. Desde que tomou posse, em 1º de fevereiro, a ex-atriz e ex-mulher do cantor Roberto Carlos tinha passado praticamente despercebida na Assembleia Legislativa. Um discursinho aqui, outro ali, nada que merecesse destaque. Seu auge até agora tinha sido a eleição para a Comissão de Turismo da casa.
No dia 21, da tribuna da Alerj, falando de improviso, Myrian misturou homossexualidade com pedofilia num discurso que caiu na internet na semana passada e despertou a ira dos internautas. Em menos de 24 horas a página no Facebook Cala a boca, Myrian Rios já tinha 10 mil seguidores.
E Myrian se calou. Sem dar entrevistas, passou a semana negando em três notas distribuídas por assessores o que de fato dissera. Missionária da Canção Nova, braço da Igreja Católica, Myrian subiu na tribuna para criticar a PEC 23, projeto do deputado petista Gilberto Palmares que inclui orientação sexual no texto da Constituição estadual que proíbe discriminação por raça, sexo, religião ou deficiência física .
"Essa PEC é uma porta para a pedofilia", vislumbrou Myrian no seu discurso. E justificou: "Por exemplo, digamos que eu tenha duas meninas em casa e minha babá seja lésbica. Se minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, não posso. Vou ter que manter a babá em casa e sabe Deus se ela não vai cometer pedofilia contra elas. Eu não vou poder fazer nada".
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