Portal Terra / Estadão
“O presidente do PT, José Eduardo Dutra, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada nesta terça-feira, defende a reforma política, diz que a presidente Dilma Rousseff é o "nome natural" para disputar a presidência em 2014, nega a existência do mensalão e afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "vai ser sempre um conselheiro de todos nós". Lula será homenageado pelo partido na quinta-feira, data em que o PT faz 31 anos.
Para Dutra, um dos desafios do governo atual é "fazer com que a sociedade e o Congresso se convençam da urgente necessidade da reforma política". Uma das medidas, que Dutra sugere poderem ser aprovadas neste governo para entrarem em vigor em 2018, seria o financiamento público das campanhas. "Sem dúvida alguma vai contribuir muito para acabar com o caixa 2, porque as campanhas ficarão mais baratas", diz Dutra. Perguntado sobre o mensalão, o presidente do PT disse esperar que "o julgamento (no Supremo Tribunal Federal) seja baseado em provas, e não em questões midiáticas". "Eu tenho a mais absoluta convicção de que o chamado mensalão - no sentido de pagamento para parlamentares votarem a favor do governo - não existiu. Houve ilegalidades, claro. Caixa 2 também é um crime", afirma Dutra.
Perguntado sobre as tensões com o PMDB pela corrida por cargos, Dutra responde que "sempre haverá conflitos". O presidente do PT contestou a ideia de que o seu partido já não é uma representação socialista. "A questão, hoje, é definir o que é o socialismo. O chamado socialismo real - modelo que vigorou no Leste Europeu - mostrou-se inviável. Mas a luta por justiça social vai continuar existindo. Quando você consegue tirar mais de 20 milhões de pessoas da miséria está dando um passo no sentido da diminuição da desigualdade".


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