Governo do Irã nega que tenha proibido venda de livros de Paulo Coelho no país

Redação, Portal IMPRENSA

“Nesta quinta-feira (13), o governo do Irã negou oficialmente que tenha proibido a venda de livros do escritor Paulo Coelho no país. O anúncio foi transmitido pela Embaixada do Irã em Brasília, que, de acordo com o portal Folha.com, alegou que estava sendo pressionada pelo Brasil a dar explicações sobre o assunto.

No último domingo (09), Coelho publicou em seu blog a notícia de que o Ministério da Cultura e das Diretrizes Islâmicas havia vetado o comércio de suas publicações no país. Seu editor no país, Arash Hejazi, o informou sobre a decisão do governo por meio de um e-mail. "Infelizmente, fui informado hoje que o Ministério da Cultura e 'Orientação Islâmica' no Irã proibiu todos os seus livros, mesmo que as versões não-autorizadas publicadas por outras editoras. Meus amigos foram informados de que nenhum livro que tem o nome de Paulo Coelho será autorizado a ser publicado no Irã mais", dizia a mensagem.

Um diplomata iraniano declarou que a suposta proibição aos livros do brasileiro no Irã deixou as autoridades do país surpresas. Ele ainda afirmou que qualquer tentativa de banir a obra de Coelho seria inócua - estima-se que o escritor brasileiro tenha vendido mais de seis milhões de livros no Irã.

Na última terça-feira (11), o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, havia informado que pretendia descobrir se os livros de Coelho realmente foram vetados no Irã. Segundo informou O Estado de S. Paulo, o governo brasileiro quer determinar o que teria gerado a denúncia da suposta censura. Em seu blog, o escritor escreveu que conta "com o governo brasileiro para que apoie a mim e a meus livros pelos valores que admiramos".

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