“Em entrevista ao Estado, governador deixa claro que os mineiros têm 'natural ansiedade, anseio e vontade' de ver Aécio Neves no Planalto
Sucessor no governo de Minas e fiel escudeiro do senador eleito Aécio Neves (PSDB), Antonio Anastasia (PSDB) engrossa o coro do aliado pela necessidade de refundação da legenda tucana. Ele critica a "luta intestina" na principal sigla de oposição, argumentando que o PSDB é um partido nacional e "não tem dono". O governador deixa claro que os mineiros têm "natural ansiedade, anseio e vontade" de ver Aécio no Palácio do Planalto. Para isso, diz que quem quer ser presidente não deve escolher adversário, numa resposta à declaração do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que provocou a oposição ao afirmar que em caso de dificuldades da presidente Dilma Rousseff em 2014, o governo tem um "Pelé na reserva" - numa referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao Estado, concedida no seu amplo e decorado gabinete, no 4º andar do Palácio Tiradentes, o governador também falou da expectativa em relação ao governo Dilma, reiterando cobrança por uma reforma tributária. Anastasia disse que espera uma relação de proximidade com o colega paulista Geraldo Alckmin (PSDB), com quem se encontra nesta sexta, 14, em São Paulo. O governador mineiro admite, se o assunto vier à tona, discutir com Alckmin a disposição já externada pela Cemig de adquirir a Cesp.
Qual a sua posição e expectativa sobre o governo da presidente Dilma Rousseff?
Acredito que ela tem condições de fazer um bom governo. Teremos com ela um relacionamento administrativo sereno, tranquilo, harmonioso, de muito respeito. Tenho certeza de que ela terá o mesmo com seu estado, que é Minas Gerais. O fato de sermos governadores de oposição - e somos dez - certamente não vai trazer nenhuma diferença nesse relacionamento. O governo Lula teve grandes avanços em diversas áreas e em algumas áreas eu sempre achei que poderia avançar mais, na questão da questão da eficiência e da profissionalização da gestão pública é uma delas. Eu fico satisfeito em saber que o doutor Jorge Gerdau foi chamado para participar do Ministério da Saúde com um projeto de modernização da gestão. Falta ao governo federal isso. Espero que ela toque em algumas feridas que ficaram em aberto no governo passado, como a questão que nos interessa primeiramente aos governadores: a reforma tributária.
É possível já notar alguma diferença entre o governo Dilma e o governo do ex-presidente Lula.
Acho que é muito cedo ainda, são poucos dias.
Falando de questões recentes do governo federal. Como viu a decisão do ex-presidente Lula de negar a extradição de Cesare Battisti para a Itália?
Confesso que não estudei o processo e até como profissional do direito tenho de ter certa cautela. Pelo que li pela imprensa, o presidente tomou a decisão baseado em parecer da Advocacia-Geral da União. Sendo uma decisão que tem um cunho jurídico, pode ser revista pelo Supremo Tribunal Federal, que na estrutura dos poderes no Brasil sempre é quem dá a palavra final em caso de conflitos. Como o estado italiano não concordou com a decisão, recorreu ao Supremo, que vai decidir. Quanto à decisão do presidente, é uma questão discricionária. Não digo que eu faria o mesmo ou não faria porque eu não estou ali naquela situação, mas é uma decisão que ele tomou, polêmica naturalmente como era de se esperar. Mas vamos ver o que o Supremo decide.
Como o sr. vê a prática de concessão de passaportes diplomáticos para parentes de políticos, inclusive um filho do ex-presidente?
Sou legalista por natureza. Acho que devemos observar a legislação, que tem casos e critérios da concessão do passaporte.”
Entrevista Completa, ::Aqui::
Eduardo Kattah, de O Estado de S. Paulo
Sucessor no governo de Minas e fiel escudeiro do senador eleito Aécio Neves (PSDB), Antonio Anastasia (PSDB) engrossa o coro do aliado pela necessidade de refundação da legenda tucana. Ele critica a "luta intestina" na principal sigla de oposição, argumentando que o PSDB é um partido nacional e "não tem dono". O governador deixa claro que os mineiros têm "natural ansiedade, anseio e vontade" de ver Aécio no Palácio do Planalto. Para isso, diz que quem quer ser presidente não deve escolher adversário, numa resposta à declaração do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que provocou a oposição ao afirmar que em caso de dificuldades da presidente Dilma Rousseff em 2014, o governo tem um "Pelé na reserva" - numa referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao Estado, concedida no seu amplo e decorado gabinete, no 4º andar do Palácio Tiradentes, o governador também falou da expectativa em relação ao governo Dilma, reiterando cobrança por uma reforma tributária. Anastasia disse que espera uma relação de proximidade com o colega paulista Geraldo Alckmin (PSDB), com quem se encontra nesta sexta, 14, em São Paulo. O governador mineiro admite, se o assunto vier à tona, discutir com Alckmin a disposição já externada pela Cemig de adquirir a Cesp.
Qual a sua posição e expectativa sobre o governo da presidente Dilma Rousseff?
Acredito que ela tem condições de fazer um bom governo. Teremos com ela um relacionamento administrativo sereno, tranquilo, harmonioso, de muito respeito. Tenho certeza de que ela terá o mesmo com seu estado, que é Minas Gerais. O fato de sermos governadores de oposição - e somos dez - certamente não vai trazer nenhuma diferença nesse relacionamento. O governo Lula teve grandes avanços em diversas áreas e em algumas áreas eu sempre achei que poderia avançar mais, na questão da questão da eficiência e da profissionalização da gestão pública é uma delas. Eu fico satisfeito em saber que o doutor Jorge Gerdau foi chamado para participar do Ministério da Saúde com um projeto de modernização da gestão. Falta ao governo federal isso. Espero que ela toque em algumas feridas que ficaram em aberto no governo passado, como a questão que nos interessa primeiramente aos governadores: a reforma tributária.
É possível já notar alguma diferença entre o governo Dilma e o governo do ex-presidente Lula.
Acho que é muito cedo ainda, são poucos dias.
Falando de questões recentes do governo federal. Como viu a decisão do ex-presidente Lula de negar a extradição de Cesare Battisti para a Itália?
Confesso que não estudei o processo e até como profissional do direito tenho de ter certa cautela. Pelo que li pela imprensa, o presidente tomou a decisão baseado em parecer da Advocacia-Geral da União. Sendo uma decisão que tem um cunho jurídico, pode ser revista pelo Supremo Tribunal Federal, que na estrutura dos poderes no Brasil sempre é quem dá a palavra final em caso de conflitos. Como o estado italiano não concordou com a decisão, recorreu ao Supremo, que vai decidir. Quanto à decisão do presidente, é uma questão discricionária. Não digo que eu faria o mesmo ou não faria porque eu não estou ali naquela situação, mas é uma decisão que ele tomou, polêmica naturalmente como era de se esperar. Mas vamos ver o que o Supremo decide.
Como o sr. vê a prática de concessão de passaportes diplomáticos para parentes de políticos, inclusive um filho do ex-presidente?
Sou legalista por natureza. Acho que devemos observar a legislação, que tem casos e critérios da concessão do passaporte.”
Entrevista Completa, ::Aqui::
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