A bala de prata

Mair Pena Neto, Direto da Redação

“Depois de ter sido submetida a dois interrogatórios, no Jornal Nacional e Jornal da Globo, a candidata Dilma Rousseff não irá a uma sabatina com colunistas e editores de O Globo. O nome, aliás, parece bem apropriado. Já não se entrevistam mais as pessoas públicas. Elas são sabatinadas.

O papel do jornalista é o de tentar extrair informações novas, contradições e opiniões que revelem o verdadeiro pensamento de um candidato que irá nos governar por quatro anos, quiçá oito. Mas isso deveria ser feito, sobretudo, com inteligência, e não com truculência. O resultado é a desistência de candidatos de participar de outras entrevistas, principalmente quando estão bem nas pesquisas e nada tem a ganhar diante da agressividade demonstrada por alguns jornalistas.

O jornal mexicano La Jornada acaba de extrair de Fidel Castro um mea culpa sincero sobre a perseguição aos homossexuais em Cuba. E vejam como a jornalista mexicana elaborou a questão: "Comandante, todo o encanto da Revolução Cubana, o reconhecimento, a solidariedade de uma boa parte da intelectualidade universal, as grandes conquistas do povo frente ao bloqueio, enfim, tudo, tudo se perdeu por causa da perseguição a homossexuais em Cuba".

Confrontado com o fato inegável, Fidel foi obrigado a refletir, situou a questão em seu tempo histórico e assumiu com grandeza a responsabilidade por não ter se ocupado do problema e deixado que se disseminasse no país. A jornalista apontou a contradição entre os ideais de igualdade da revolução e a perseguição discriminatória e obteve a grande novidade da sua entrevista.”
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