“Se há poucos anos ainda existiam dúvidas sobre a influência da blogosfera no jornalismo, nos dias atuais, além das dúvidas terem desaparecido, a simbiose que emerge da relação entre os blogues e os jornais é objeto de análise de diversos estudos. Com o surgimento do primeiro blogue nos EUA, em 1993 – quando a internet era ainda incipiente –, abriu-se uma janela sem precedentes para o início de um modelo coletivo de colaboração, baseado no feedback e na partilha de informações e notícias que revolucionaria o universo comunicacional.
Um ano após Justin Hall escrever em HTML (Hypertext Markup Language) o conteúdo do primeiro blogue, muito antes de surgirem as empresas especializadas em desenvolvimento de softwares para a criação de blogues, o então estudante do Swarthmore College recebe o primeiro visitante em sua página na internet. Tal fato é tão importante quanto a própria criação do blogue, pois algo inédito acontecia: a troca de informações entre duas pessoas pela internet a partir de um conteúdo gerado e publicado no mundo virtual.
A partilha na internet só foi possível graças à criação da tecnologia do hipertexto, por Tim Berners Lee, que mais tarde se transformou na WWW (World Wide Web). Através de um programa, ou o primeiro browser, Lee proporcionou aos não especialistas a possibilidade de publicar documentos como páginas da internet, dando início a um processo irreversível: emergia um novo modelo de interação entre pessoas e informações.
Conteúdo e comportamento dos blogs
O conceito Web 2.0, criado em 2004 por Tim O’Reilly, traduz-se no paradigma da internet como plataforma central de uma inteligência coletiva. O conceito é sustentado pelo desenvolvimento de aplicativos, que aproveitam os "efeitos de rede" para evoluírem. Esta evolução é proporcional à participação das pessoas nas redes. Como exemplo, temos os softwares open source, ou código aberto. Neste caso, a "inteligência coletiva" pode ser interpretada como meio, mas também como um fim, para a construção de uma plataforma do saber.
Sobre o conceito Web 2.0, alguns dizem que é uma buzzword, puro marketing. De qualquer maneira, diversas multinacionais que baseiam seus negócios na internet adotaram e amplificaram o conceito de Web 2.0, apoiadas pelos lucros alcançados através da experiência coletiva. Esta noção pode ser interpretada como uma tendência, ou então como uma nova versão da mesma ideologia do criador da WWW, que tem a internet como plataforma de partilha do conhecimento.
É necessário dizer que os blogues sejam talvez o elemento central desta plataforma para a inteligência coletiva, de partilha do conhecimento. O sítio Technorati, em sua série de relatórios – como, por exemplo, "O estado da Blogosfera em 2009" – desenvolve desde 2004 estudos sobre os blogues, utilizando gráficos para perceber tendências na produção de conteúdo e comportamento dos bloggers – sob vários aspectos, além de entrevistar os maiores especialistas nesta área. Ciência está sendo produzida a partir do conteúdo que emana dos blogues.”
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Comentários
Assim, esse novo grupo precisará de governos comprometidos com seus interesses. Quando esse novo grupo precisar liberar espaços com infraestrutura, permissões e autorizações para seus eventos poderá contar com “facilidades” através desses governos. Aliás, é uma prática que vem desde a ditadura. Como foi que esses grupos cresceram tanto?
Será um toma lá dá cá. Eu te ajudo a ganhar as eleições e depois o pagamento virá através desse conluio promíscuo.
Então ficamos assim: A Globo Comunicação e Participações faz parte das Organizações Globo, que é formada pela Rede Globo de Televisão, Globosat, Globo.com, Globo Internacional, Globo Filmes, Sistema Globo de Rádio, Infoglobo, Som Livre e Editora Globo, além de participação acionária nas empresas Net Serviços e Sky Brasil.
O grupo RBS é um grupo de comunicação multimídia no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, e opera 18 emissoras de televisão abertas afiliadas à Rede Globo, duas televisões comunitárias, um canal de TV por assinatura, 235 emissoras de rádio, oito jornais e quatro portais na internet.
Não existem no mundo quem possua tantos poderes na comunicação como esses grupos detêm aqui no Brasil. Isso ainda vai dar panos pra mangas. Quem viver verá.