Mauro Santayana, JB Online
“Entende-se a insistência da oposição em atribuir ao governo a interrupção da corrente de energia vinda de Itaipu, há poucos dias. Um acidente desta natureza é oportuno para colocar em dúvida a eficiência do governo. Quando houve sucessivos apagões entre 2001 e 2002, a oposição daquele tempo também criticou o governo, mas as críticas eram de outra natureza. A negligência do governo – no poder desde 1995 – levou ao racionamento de energia (para alguns consumidores, de 20%) e à elevação compensatória das tarifas, que custou aos contribuintes R$ 45 bilhões. Com menos energia, houve menos produção e mais desemprego. O PIB se reduziu a um terço, com relação ao ano anterior – segundo relatório do TCU. Assim, o problema foi atribuído à política neoliberal do governo, que deixara de investir em usinas hidrelétricas, e optara pela privatização das empresas estatais do setor. Todo o sistema hidrelétrico nacional só não havia sido vendido – e da forma como foram vendidas as empresas de telecomunicações – aos estrangeiros e sócios nacionais, em razão da resistência de notáveis personalidades brasileiras.
A resistência maior, como nos lembramos, foi a de Itamar Franco que, logo depois de assumir o governo de Minas, ameaçou impedir, manu militari, a privatização de Furnas. A experiência demonstra que as multinacionais estrangeiras (quase todas obtiveram financiamento público e usaram moedas podres) que se apossaram de parte do setor elétrico nacional só pretendiam auferir lucros rápidos, sem investir nada, e deixar a sucata para o Estado. Não fosse a permanência das principais empresas no poder público, e o país estaria às escuras até hoje.”
Artigo Completo, ::Aqui::
“Entende-se a insistência da oposição em atribuir ao governo a interrupção da corrente de energia vinda de Itaipu, há poucos dias. Um acidente desta natureza é oportuno para colocar em dúvida a eficiência do governo. Quando houve sucessivos apagões entre 2001 e 2002, a oposição daquele tempo também criticou o governo, mas as críticas eram de outra natureza. A negligência do governo – no poder desde 1995 – levou ao racionamento de energia (para alguns consumidores, de 20%) e à elevação compensatória das tarifas, que custou aos contribuintes R$ 45 bilhões. Com menos energia, houve menos produção e mais desemprego. O PIB se reduziu a um terço, com relação ao ano anterior – segundo relatório do TCU. Assim, o problema foi atribuído à política neoliberal do governo, que deixara de investir em usinas hidrelétricas, e optara pela privatização das empresas estatais do setor. Todo o sistema hidrelétrico nacional só não havia sido vendido – e da forma como foram vendidas as empresas de telecomunicações – aos estrangeiros e sócios nacionais, em razão da resistência de notáveis personalidades brasileiras.
A resistência maior, como nos lembramos, foi a de Itamar Franco que, logo depois de assumir o governo de Minas, ameaçou impedir, manu militari, a privatização de Furnas. A experiência demonstra que as multinacionais estrangeiras (quase todas obtiveram financiamento público e usaram moedas podres) que se apossaram de parte do setor elétrico nacional só pretendiam auferir lucros rápidos, sem investir nada, e deixar a sucata para o Estado. Não fosse a permanência das principais empresas no poder público, e o país estaria às escuras até hoje.”
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