Abnor Gondim, DCI
“Uma reunião decisiva deverá ser realizada na próxima segunda-feira em Brasília para definir o esquema de distribuição dos royalties procedentes da exploração de petróleo e gás na camada pré-sal. O governo também quer evitar surpresas no projeto sobre a capitalização da Petrobras, depois que o líder de um partido, o deputado Sandro Mabel (PR-GO), pediu o adiamento da votação do relatório para a próxima semana.
Do encontro para a definição do futuro dos royalties, a ser convocado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deveriam participar os governadores dos principais estados produtores da área: Sérgio Cabral, do Rio; Paulo Hartung, do Espírito Santo; e José Serra, de São Paulo. Mas Serra só retorna de viagem internacional na segunda, e não se manifestou contra ou a favor da proposta defendida pelo governo.
A presença de todos era desejada pelo Palácio do Planalto. É que foi com eles que Lula decidiu retirar a questão dos royalties do pacote do pré-sal. Até ontem à noite era cogitada apenas a presença dos governadores do Rio e do Espírito Santo, que se têm mobilizado para impedir a aprovação do relatório por significar menor ganho para os estados produtores.
"É como em greve: alguns fazem piquetes e outros esperam para aproveitar as conquistas", disse o coordenador da bancada fluminense na Câmara, Hugo Leal (PSC-RJ), ao comentar a falta de empenho da bancada paulista na distribuição dos royalties. Nem o governo de São Paulo nem o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), quiseram falar a respeito, em resposta a pedidos do DCI. O governo federal sinalizou que está disposto a abrir mão de 5% da participação da União nos royalties do pré-sal, caindo de 30% para 25% em favor dos estados e municípios produtores. Isso evitaria confronto na base aliada governista na Câmara e até ação judicial, como é intenção do governo e da bancada federal do Rio de Janeiro.”
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Metas da China de redução de emissão de gases não são garantidas
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