Yeda diz que a Polícia Federal age de forma "estranha"

Em entrevista, governadora diz que só afasta secretários dentro do código de ética dos servidores

Zero Hora

“Antes de assinar o projeto da Lei de Inovação, nesta segunda-feira, no Palácio Piratini, a governadora Yeda Crusius conversou com a TVCOM. Falou sobre as denúncias contra sua campanha eleitoral e sua gestão e disse que a Polícia Federal, sob o comando do ministro da Justiça, Tarso Genro, age de forma "estranha" ao manter integrantes do governo sob investigação há dois anos.

TVCOM — A senhora disse que ministros candidatos estariam agindo de forma a prejudicar a ação do governo do Estado. Tarso Genro, da Justiça, é candidato a governador, Dilma Rousseff, da Casa Civil, candidata a presidente da República. Qual dos dois estaria prejudicando o Rio Grande do Sul e que tipo de ação deles pode trazer prejuízo ao Estado?

Yeda Crusius — Qualquer autoridade federal que, por ser pré-candidato, venha ao Estado e critique o déficit zero, como eles têm feito, que venha aqui no momento de a gente anunciar um investimento e desmonte o investimento atrapalha o Rio Grande. No momento em que estamos anunciando o sucesso do governo em alguma área, no mesmo dia, numa coletiva essa autoridade federal diz que vai indiciar e fazer mais investigações. O povo já não está mais aguentando não que em vez de se analisar o fato em si, venham aqui e digam que o déficit zero é isso e aquilo. Eles podiam deixar para a hora da eleição.

TVCOM — Indiciamentos dizem respeito à Polícia Federal. A senhora cita especificamente o caso do ministro Tarso Genro?

Yeda — Não. O ministro Tarso Genro é que cuida da Polícia Federal. A gente tem de afirmar que, no âmbito do ministério, a Polícia Federal, de uma maneira muito estranha, diariamente abre mais uma investigação em cima da Operação Rodin e de autoridades estaduais. Não acaba nunca. Deviam fazer sua parte. Se está investigando, investiga, mas se está sempre dizendo "Olha, eu não acabei aquela mas vou começar a outra, vou indiciar tal secretário", não pode. Secretário não pode ser indiciado, ele tem um foro de secretário de Estado. Mas isso sai no jornal, sai na TV. O governo do Estado está entregando hospitais com aumento de leitos para combate ao crack, estradas prontas e de boa qualidade, escolas novas, reformadas, políticas sociais junto com as organizações sociais. Tanta coisa acontecendo, e no entanto sempre é chamada a imprensa, que tem de atender, para dizer de mais uma denúncia que, no fundo, é a reescrita de uma denúncia que já tem dois anos.”
Entrevista Completa, ::Aqui::

Comentários

zejustino disse…
A PF só não agiu de forma estranha quando um de seus delegados montou uma arapuca para militantes do PT e ainda convidou jornalistas para fazer parte da tramóia. Com a especial atenção de um jornalista global.

A PF só não agiu de forma estranha quando foi incitada pela direita dantesca e seus papagaios a questionar o trabalho do delegado Protógenes na ferrada que deu no banqueiro opportunista (aquele banqueiro "brilhante" do FHC, como todos sabem).

Hipocrisia e falso moralismo são os outros nomes do PSDB.