Lula em Paris

Durante sua estada em Paris, que o senador Álvaro Dias definiu como "um fim de semana num hotel de luxo", o presidente Lula manteve contatos com o presidente Sarkozy, da França, e com outros mandatários europeus e africanos, visando atitudes comuns durante a próxima reunião do G-8.

Flávio Aguiar, Carta Maior

“No que foi criticado pelo senador Álvaro Dias (v. Folha de S. Paulo on-line, 03/07/2009), como “passar um fim de semana num hotel de luxo” em Paris, o presidente Lula manteve contatos com o presidente Sarkozy, da França, e com outros mandatários europeus e africanos, visando atitudes comuns durante a próxima reunião do G-8, em L’Aquila, na Itália, que começou nesta quarta, dia 8. Mas, além disso, a passagem do presidente brasileiro teve por objetivo receber o Prêmio da Paz Houphouet Boigny, dado pela Unesco, do ano de 2008. O prêmio foi criado em 1989, para “honrar pessoas, instituições e organizações que contribuíram de modo significativo para a promoção, a procura, a salvaguarda ou a manutenção da paz, dentro do respeito à Carta da Organização das Nações Unidas e da Ata de constituição da Unesco".

Apesar de seu alcance mundial, o prêmio, como indica o nome de seu patrono de honra, Houphouet Boigny, ex-presidente da Costa do Marfim, tem um foco especial sobre a África, continente que o presidente Lula privilegiou em suas viagens e declarações, quase sempre provocando rictus e chacotas de desprezo por parte dos arautos de nossa “élite euro-centrada ou descentrada”.

Segundo o site “Afrique em ligne”, o presidente brasileiro foi saudado na cerimônia de entrega pelo ex-presidente português Mario Soares, que ressaltou seus esforços pela paz mundial e também em seu país, pela redução da pobreza. Em seu discurso de agradecimento, o presidente do Brasil ressaltou seu esforço por consolidar as ligações diplomáticas e de todos os tipos com os países africanos, dizendo que o Brasil “se alinhará sempre com eles para enfrentar o desafio do desenvolvimento”.
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1 Comentários:

zejustino disse...

O senador "há indícios" já estava demorando para abrir a bocarra fétida. O malfeitor não consegue ficar muito tempo longe dos holofotes.

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