
Jonathan Wheatley, Financial Times
"Alberto Silva da Cruz, um segurança de 28 anos, e a sua mulher, Genilsa, uma faxineira de 32 anos, acabaram de entrar na fila de cerca de 200 metros de extensão em frente ao Feirão da Caixa, uma feira imobiliária anual criada pela Caixa Econômica Federal, o banco estatal brasileiro de poupança e hipotecas.
Ainda não são 9h. Falta ainda mais de uma hora para a abertura do banco, quando a fila terá o dobro do tamanho, já que mais casais e famílias jovens chegarão para terem uma oportunidade de comprar a primeira casa própria através de um projeto governamental de incentivo chamado "Minha Casa, Minha Vida", que investirá R$ 60 bilhões no mercado imobiliário brasileiro.
"Sem o Minha Casa, Minha Vida, nós não estaríamos aqui", explica Genilsa. "As taxas de juros são muito altas e as prestações muito grandes. Mas agora acreditamos que poderemos".
O governo brasileiro anunciou uma série de medidas "anticíclicas" para estimular o crescimento desde o início da crise econômica global. Algumas consistem apenas em aumentos salariais aos trabalhadores do setor público. Medidas que permanecerão em vigor após o término da crise, estocando problemas fiscais para o futuro.”
UOL Internacional / Tradução: UOL
Foto: Feirão da Casa Própia / São Paulo
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