O genocídio do povo de Gaza

“A solidariedade de todos os homens e mulheres progressistas com o heróico povo da Palestina martirizada é mais do que nunca um dever

Escrevo no momento em que está em desenvolvimento a escalada genocida do Estado sionista de Israel contra o povo de Gaza.

Essa bárbara operação exterminista – apoiada pela esmagadora maioria dos israelenses e incentivada pelo sistema de poder dos EUA com a cumplicidade da maioria dos governos da União Europeia – é acompanhada de uma ambiciosa e massacrante ofensiva midiática de âmbito mundial que deforma a História e pretende justificar o crime com o argumento de que Israel exerce o direito de defesa para proteger as suas populações e sobreviver como nação.

Estamos perante uma daquelas tragédias em que as palavras são insuficientes – como aconteceu com as chacinas do III Reich alemão - para qualificar as proporções e o significado do crime.

A desinformação, garantida pelo controle hegemônico dos grandes meios, dificulta extraordinariamente o esclarecimento dos povos porque a vítima é apresentada como agressor e este como representante de valores inalienáveis da democracia.

A primeira e fundamental mentira é a que responsabiliza o Hamas pelo rompimento da trégua. Israel , ao iniciar o bombardeamento aéreo e naval seguido da invasão terrestre, estaria a proteger as populações das suas cidades e aldeias atingidas por rockets palestinianos.

Trata-se de uma grosseira inverdade.

Existe uma abundante documentação secreta do próprio Ministério da Defesa israelense que demonstra com clareza a premeditação do crime pelo governo de Tel Aviv.

Encontramos uma síntese de fatos relacionados com essa premeditação num importante artigo do professor canadiano Michel Chossudovsky , da Universidade de Otawa.

Nesse texto (divulgado por globalresearch.ca) o prestigiado economista e escritor lembra que a “operação chumbo fundido” foi minuciosamente planejada com seis meses de antecedência, quando Israel iniciava a negociação de um acordo de cessar fogo com o Hamas . O projeto foi, porém, concebido em 2001.”
Miguel Urbano Rodrigues, Brasil De Fato
Artigo Completo, ::Aqui::

Comentários