Israel passou dos limites

“Perdoem os leitores, já estava na hora de se falar algo sobre o Brasil-2009, a crise financeira que pode se tornar uma tempestade ou até um tsunami, os recém empossados prefeitos, como o aqui do Rio, Eduardo Paes, que nomeou para Secretária de Educação, madame Claudia Costin, tucana, vinculada ao esquema podre de FHC, que por largo tempo foi vice-presidente da Fundação Victor Civita e agora vai aprofundar o esquema educação-empresa, uma ratoeira neoliberal, no município do Rio, mas o agravamento do conflito israelense palestino vale mais algumas reflexões. Costin, Paes e demais colaboradores não perdem por esperar.

A barbárie que Israel vem cometendo na Faixa de Gaza precisa ter uma pronta resposta da comunidade internacional. A partir de agora, não bastam apenas notas oficiais que não produzem efeitos. Pressionado, Israel comprometeu-se a interromper os bombardeios por três horas diárias, para permitir a entrada de comboios com ajuda humanitária. Nem isso foi cumprido, segundo a própria ONU, que acusou os militares israelenses de atacarem um dos comboios resultando na morte de dois motoristas. Israel nega, mas já negou outras vezes violações dos direitos humanos contra palestinos.

E quais poderiam ser as respostas da comunidade internacional à barbárie israelense? O Mercosul firmou recentemente um acordo comercial com Israel, então por que não suspendê-lo? O governo da República Bolivariana da Venezuela expulsou os representantes diplomáticos e está rompendo as relações com Israel. O chanceler Celso Amorim está percorrendo a região oferecendo o Brasil como mediador entre palestinos e israelenses.

Cada governo com seu estilo. O que não é mais possível é o mundo assistir impassível o que está acontecendo. Na época do apartheid da então racista África do Sul, a comunidade internacional reagiu de forma concreta, sancionando o odioso regime e apressando o seu fim. A pá de cal foi a batalha de Cuito Canavale, quando angolanos e cubanos derrotaram um dos mais poderosos exércitos do mundo, o sul-africano.”
Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação
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