Israel e Gaza no Brasil

“Vamos supor que dois de seus amigos, um negro e um branco, se desentendam, comecem a discutir feio e cheguem a se bater, se ferindo e quase se matando. O que você faz ? Entra no meio desesperado, tenta apartar e leva também umas porradas ou dá um chute no branco, chamando ele de nazista, ou derruba o outro com uma cacetada, dizendo “toma aí seu negro safado”?

O racismo é um mal quase genético, transmitido de pai e/ou mãe para filho, uma reação para marcar a diferença diante de pessoas diferentes, de niveis sociais inferiores ou vindas de outras culturas. É o medo diante do desconhecido, da pessoa estranha, do estrangeiro. O Brasil é tido e havido como o país exemplo em termos de integração e miscigenação, em comparação com os europeus e o comunitarismo ou convívio social separado dos estadunidenses.

Porém, todos nós sabemos ter se tornado simplesmente latente a carga racista e de intolerância, que nos foi introjetada pelos nossos antepassados, e existir no Brasil uma segregação ou uma sociedade de apartheid em termos de classes sociais, não sendo por acaso que os descendentes dos escravos ocupam o nível inferior, excluídos do processo de emergência social (situação que felizmente vem mudando nestes últimos anos).”
Rui Martins, Direto da Redação
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