“Por que os responsáveis pelo banho de sangue na Faixa de Gaza permanecem impunes?
A barbárie que Israel vem cometendo na Faixa de Gaza precisa ter uma pronta resposta da comunidade internacional. A partir de agora, não bastam apenas notas oficiais que não produzem resultados concretos. Pressionado, Israel comprometeu-se a interromper os bombardeios por três horas diárias. Seria cômico se não fosse trágico.
E quais poderiam ser as medidas? O Mercosul firmou recentemente um acordo comercial com Israel, então, por que não suspendê-lo em represália aos crimes contra a humanidade em Gaza? Cada governo decidiria se romperia ou não relações diplomáticas com Israel. O da República Bolivariana da Venezuela já deu uma resposta expulsando os representantes diplomáticos e rompendo relações com Israel.
O que não é mais possível é o mundo assistir impassível o que está acontecendo. Na época do apartheid da então racista África do Sul, a comunidade internacional reagiu de forma concreta, sancionando o regime racista .
Na verdade, mais de 60 anos depois do pesadelo do Terceiro Reich, o Ocidente continua respaldando Israel em tudo, numa espécie de complexo de culpa pelo o que aconteceu com os judeus naquele período. Certamente, o que aconteceu não pode ser esquecido, mas daí a aceitar passivamente que os oprimidos de ontem, ou os parentes das vítimas do Holocausto, vistam a camisa do opressor nazista e repitam o que está sendo feito contra um povo sem pátria e vivendo em condições subumanas, como os palestinos, vai uma grande diferença.”
Mário Augusto Jakobskind, Brasil de Fato
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