“Antonio Torres, um mexicano de 19 anos que vive e trabalha legalmente com a família nos Estados Unidos, sofreu um grave acidente de carro em junho passado. Levado um hospital em Phoenix, no Arizona, Antonio entrou em estado de coma e passou a respirar com o auxílio de um aparelho de ventilação.
O hospital de Phoenix, tão logo descobriu que Antonio não tinha a cobertura de um seguro-saúde, decidiu por conta própria colocá-lo numa ambulância e o enviá-lo ao México, numa viagem de alto risco para o paciente, deixando-o em Mexicali, na fronteira com a Califórnia, apesar dos protestos dos pais de Antonio, trabalhadores humildes em fazendas de alfafa no interior do Estado.
Com essa atitude, o hospital de Phoenix cometeu dois crimes graves: adotou a posição de autoridade imigratória ao deportar o paciente sem autorização e colocou em risco a vida de uma pessoa, deixando de atendê-la e transportando-a numa viagem perigosa.
A história de Antonio teve uma final feliz, proporcionado por um outro hospital americano, o Centro Médico Regional da Califórnia, que resolveu assumir o tratamento dele assim que voltou aos EUA, graças à perseverança de seus pais, que mandaram buscá-lo no México. Antonio está se recuperando e já voltou a trabalhar em serviços mais leves.”
Eliakim Araujo, Direto da Redação
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