O lapso de um jornalismo relapso

Em um texto postado em seu blog, no dia 14 de novembro, Ricardo Noblat chamou o presidente do STF de "Gilmar Dantas". É bom lembrar que para Freud, esses desvios eram sintomas de um compromisso entre o intuito consciente da pessoa e o reprimido.

Este artigo foi originalmente escrito para o Observatório da Imprensa. Publicá-lo, com versão ampliada em Carta Maior, é uma forma de aumentar os espaços de discussão para os que ainda acreditam que um outro jornalismo é possível. Aqueles profissionais que recusam, na medida do impossível, qualquer prática jornalística que solicite desvios éticos, distorcendo a realidade e caluniando quem considera adversário político. Uma aposta difícil, mas irrecusável.

Quando a imprensa abre mão de ser uma instância de afirmação republicana – e é preocupante a freqüência com que isso vem ocorrendo diariamente – não comete apenas um grande desvio: deixa mesmo de ser imprensa para se tornar departamento de negócios diversos.

É sempre bom recordar o que disse Washington Novaes: "jornalismo não é profissão a ser exercida em nome próprio", mas por delegação da sociedade, a quem legitimamente pertence a informação. Em tempos de enganos nem sempre involuntários, um legítimo, de safra recente, deve ser examinado com humor e atenção. Apresenta-se como subtexto absurdo de intenções inconfessas.”
Gilson Caroni Filho, Carta Maior
Artigo Completo, ::Aqui::

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