“Na terça-feira, a América vai eleger Barack Obama como seu próximo presidente. A mídia corporativa continua a falar em "disputa apertada" em "estados-chave", mas não consigo imaginar que alguém que saiba alguma coisa sobre o que está acontecendo na América acredite realmente nela. Deveria ser óbvio, mesmo para os mais ferrenhos neocons, que John McCain e sua recém-nascida subordinada Sarah Palin estão prestes a ser varridos do mapa político dos Estados Unidos.
O Partido Republicano está em sérios apuros e os Democratas, sob a liderança de Obama, poderiam fazer muito mais para corrigir as obscenidades dos oito anos de mandato de Bush. Com a maioria absoluta tanto na Câmara quanto no Senado eles poderiam mudar qualquer coisa que eles quisessem, literalmente. As guerras no Afeganistão e no Iraque que desde o início eram ilegais e crimes contra a humanidade, você diz? Bem, elas poderiam terminar em um dia, simplesmente cortando as verbas que permitem a Bush continuar os massacres. Claro, eles poderiam ter feito isso lá atrás, em 2006, quando derrotaram os republicanos pela primeira vez, mas não o fizeram.
Pensando bem, em 2006, eles também podiam ter afastado Bush por qualquer um dos inúmeros crimes cometidos contra a Constituição dos EUA, mas isso também não foi possível. "Impeachment está fora da agenda", disse a recém-eleita líder da maioria Nancy Pelosi (a mesma mulher que iria mais tarde empurrar para o contribuinte o plano de socorro aos banqueiros-gangsters de Wall Street).”
John Hemingway, Direto da Redação
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