“Pelo décimo-sétimo ano consecutivo, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou resolução pelo fim do embargo dos Estados Unidos a Cuba, que já dura 46 anos. A decisão tem um caráter de denúncia do unilateralismo e intolerância dos EUA, já que não é respeitada pelo país, que mantém e muitas vezes aprimora o condenado bloqueio.
A novidade da mais recente votação foi a mudança do placar. Agora são 185 países favoráveis ao fim do bloqueio e três contrários. Votaram contra a resolução da ONU os Estados Unidos, Israel, que deve sua sobrevivência ao país de Bush, e Palau, uma microscópica ilha na Micronésia, totalmente dependente dos EUA. Até as Ilhas Marshall, que ano passado acompanharam os EUA, agora se abstiveram, junto a Micronésia, onde ficam Palau e Marshall..
“O bloqueio é mais velho que o senhor Barack Obama e que toda a minha geração”, disse o chanceler cubano Felipe Pérez Roque, referindo-se ao candidato democrata à presidência dos EUA, que na verdade é um ano mais velho que o bloqueio. Mas a imagem do chanceler cubano é perfeita. O bloqueio caducou, é anacrônico aos tempos atuais e poderia ter seu fim na simbólica troca de poder que se anuncia nos EUA.”
Mair Pena Neto, Direto da Redação
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