“Os jornais brasileiros dão grande destaque ao movimento conservador dos investidores internacionais, que retiraram ativos das bolsas de valores e, no dizer de um colunista da Folha de S.Paulo, voltam a colocar o dinheiro embaixo do colchão.
O Globo anuncia em manchete que Brasil e Rússia perdem mais com a fuga dos investidores, que buscam lugares mais seguros para seu dinheiro.
Mas nenhum deles descreve o que pôde ser testemunhado por quem estava nas ruas do distrito financeiro da Nova York na segunda-feira, 12 de setembro de 2008.
Para quem andava por Wall Street na segunda-feira, o clima era de fim de mundo, com multidões aglomeradas diante dos painéis eletrônicos da Bolsa de Nova York e das corretoras, e disputando impressos produzidos às pressas e distribuídos de mão em mão.
A impressão que se tem é que os jornais relatam apenas o que aparece nas telas dos sites de análise financeira, e se esquecem de observar o mundo real.”
Luciano Martins Costa, Vemelho.org / Observatório da Imprensa
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