Bush ainda pode aprontar alguma

“Depois de ver e ouvir os analistas de sempre sobre a crise financeira em “um momento extremamente delicado”, para usar uma expressão dos próprios “especialistas” na matéria, nós, mortais, ficamos entre a cruz e a espada.

Se dependesse desses ban-ban-bans da economia, não dava para entender absolutamente nada. A preocupação dos analistas na segunda-feira logo após a recusa dos congressistas estadunidenses em aprovar os 700 bilhões de dólares de injeção de Bush ao capital financeiro era com a possibilidade de ocorrer o estouro da boiada. Isto é, depois de anos e anos defendendo o modelo neoliberal que ruiu com o carnaval especulativo, os analistas de sempre queriam a todo custo convencer a opinião pública de que sem o Proer de Bush tudo ia se acabar, o mundo rumaria para o inferno. Não querem, e não podem, dar o braço a torcer admitindo que a casa ruiu e que o mundo está entrando em uma nova etapa. Saíram até em defesa do ídolo FHC, lembrando o socorro aos bancos.

Lula, Guido Mantega, Henrique Meirelles e outros menos votados juravam por tudo que era sagrado que a crise não atingiria o Brasil em grande escala, porque a economia estava com bases sólidas etc e tal. Esqueceram (?) que como a economia brasileira está cada vez mais dependente e globalizada, uma crise com a envergadura da atual, mais cedo ou tarde se refletiria no país de uma forma difícil de prever. A crise, aliás, já está presente com a falta de créditos, segundo até Mantega já admite.”
Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação
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