“Cresce em São Paulo a criminalidade entre pré-adolescentes. Casos como o do menino de 11 anos, encaminhado a abrigo após furtar dois carros em menos de uma semana , ainda são raros, mas servem de alerta para a tendência. Nos últimos dois anos, aumentou em 25,7% a presença na Fundação Casa, ex-Febem, de menores com idade entre 12 e 14 anos. O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a aplicação de medidas restritivas a crianças com menos de 12 anos. Para se ter uma idéia da escassez de informações por parte do poder público, o último dado disponível sobre o número de crianças que vivem em abrigos em São Paulo é de 2006.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, dois anos atrás 2.870 crianças viviam em abrigos na capital e 6.749 em outras cidades do estado (9.619 no total), mas neste número estão incluídas desde órfãs até as que fugiram de casa por maus-tratos. É em um destes abrigos que o garoto flagrado na zona sul de São Paulo foi viver. De acordo com o promotor Thales César de Oliveira, da promotoria da Infância e Juventude, além da escassez de vagas, os abrigos nem sempre têm estrutura para cumprir seu papel de inserir as crianças na sociedade.”
Cleide Carvalho, O Globo Online
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