“Um dos trechos da cartilha assim descreve a ditadura militar, "instalada em 1º de abril" no País: "Agia de diversas formas, editou duas novas constituições (1967 e 1969) e vários atos institucionais que 'legalizavam' o regime. Esses atos suprimiam vários direitos civis, políticos e culturais, além de proibir todas as formas de manifestação política e democrática. Aqueles que 'desobedecessem' eram reprimidos pela força, com armas, tanques de guerra, metralhadoras, prisões, torturas e perseguições, às vezes 'desaparecendo' ou sendo encontrados mortos. Foram os chamados anos de chumbo". Outro documento traz a radiografia da repressão política no Brasil: "Podemos dizer que cerca de 50 mil pessoas foram presas somente nos primeiros meses da ditadura; cerca de 20 mil pessoas foram submetidas à tortura. Há 356 mortos e desaparecidos políticos, grande número de exilados e centenas de camponeses assassinados". Ainda conforme o documento, há no País 380 famílias que ainda procuram seu parente morto para enterrar.”
Tribuna da Imprensa / Imagem: Monumento “Tortura Nunca Mais”
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