Da bala mágica à comunicação integrada

“É uma mudança radical (no sentido de raiz) que inaugura um ciclo totalmente novo - a comunicação integrada. E envolve hoje toda a extensa cadeia da comunicação, desde a publicidade e o marketing, ao relacionamento das agências de comunicação com a mídia. Uma verdadeira mestiçagem entre as áreas comunicacionais. Esse processo vem evoluindo em meio às empresas no Brasil e, agora, ganha novo impulso com a importante adesão pública da publicidade. No VI Congresso de Publicidade realizado em julho, em São Paulo, a presidente da McCann Erikson, Adriana Cury, foi ao centro da questão: a comunicação integrada é o futuro pela sua capacidade de diversificar a divulgação da marca junto a públicos amplos.

Em outras palavras, supera o antigo paradigma de que apenas o comercial ou os anúncios são relevantes para chamar atenção. Na realidade, o que está em jogo é a superação da antiga fronteira entre a imagem e a reputação de uma organização. Havia, e continua havendo, uma divisão do trabalho que funcionava mais ou menos assim: a área comercial cuida da imagem, a área de comunicação cuida da reputação. Uma área, por meio da publicidade, seduzia o público consumidor; a outra, buscava que se falasse bem da organização. E as duas raramente se encontram, confinadas que estão em mundos paralelos. O problema é que se acabou criando uma duplicidade de comunicação. É muito comum que a imagem da organização não corresponda exatamente aquilo que ela diz ser e o impacto imediato da contradição atinge sua reputação. Exemplos dessa ambivalência se multiplicam cotidianamente na mídia.”
Paulo Nassar, Terra Magazine
Artigo Completo, ::Aqui::

Comentários

Anônimo disse…
Partidos políticos, Governos e principalmente a grande imprensa sempre usaram a “Comunicação integrada”. A grande imprensa brasileira é douta na “comunicação integrada” seja para reproduzir em cascata uma notícia ou sumir perenemente na mansidão das redações com ela. A “Comunicação Integrada” pela grande mídia completa-se, integra-se, inteira-se por osmose, impermeável ao contraditório, hegemônica na defesa de grupos econômicos. Em tempos idos a ideologia pautava e não raras vezes gerava conflitos na grande mídia, hoje a ideologia tornou-se démodé, contrária ao bom funcionamento “social”. A fundição entre agências de comunicação e grande mídia é uma realidade, só resta saber o grau de permissividade desta integração.