“Não é difícil perceber: a primeira dama da Bahia, Maria de Fátima Mendonça, se assemelha mais com uma versão feminina do personagem de Luiz Fernando Guimarães na TV, o Super Sincero, do que com a santa que, em 1917, apareceu aos três meninos pastores na Cova da Iria, Portugal, com revelações e segredos espantosos até para o Vaticano. É fácil verificar também: a mulher do governador Jaques Wagner (PT), além da coincidência de nome, tem demonstrado em suas aparições e falas públicas, poderes miraculosos. Um deles, o de salgar a insossa e complacente política baiana pós-ACM.
Fátima andava meio sumida desde a polêmica entrevista à revista "Metrópole", em agosto do ano passado, quando denunciou o deslavado adesismo reinante na Assembléia Legislativa do Estado. Políticos tidos como "puro sangue" do carlismo até a véspera, voavam feito moscas em volta da mesa do recém-instalado governo de seu marido. "Uma falta de vergonha danada", descreveu Maria de Fátima do alto de sua notória e temida franqueza.”
Vitor Hugo Soares, Terra Magazine
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