Caso Alstom: Deputado pró-CPI nega "politização"

"Eletrobras, Itaipu, Metrô de São Paulo, Cesp, Petrobras, CPTM, Sabesp. São inúmeras as empresas, aqui e no exterior, com as quais a multinacional francesa Alstom é acusada de manter relações comerciais nebulosas por meio do pagamento de propinas e "comissões". Os repasses teriam como objetivo a obtenção de vantagens em concorrências das quais a empresa participou.

As investigações na Alstom tiveram início em novembro de 2007, depois que o Ministério Público da França seguiu os rastros de uma denúncia da Justiça suíça, segundo a qual a empresa teria movimentado US$ 20 milhões para financiar propinas no Brasil, Venezuela e Indonésia. Presente em 70 países, a multinacional teve faturamento de mais de 14 bilhões de euros entre 2006 e 2007.

Para aprofundar as investigações sobre a Alstom no Brasil, o deputado João Bacelar (PR-BA) pretende instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara dos Deputados. O parlamentar nega que haja tentativa de "politizar" a criação da CPI - apesar de a empresa ser investigada pelo Ministério Público Federal e pelo MP de São Paulo por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

- Eu não queria politizar um requerimento desses - afirma - A CPI já estava pronta, mas quando eu senti uma politização em torno de São Paulo, solicitei mais informações para dar um lastro mais forte - explica.

Em depoimento, um empresário preso pela Polícia Federal disse que a companhia francesa pagou mais de US$ 700 mil a Petrobras, conforme noticiou o jornal Folha de S. Paulo.

Bacelar evitar citar o número de assinaturas que dispõe para criar a CPI. Ele crê, no entanto, que nesta semana haverá uma "pressão grande" sobre a Câmara para que a comissão seja instalada. O deputado espera ainda as informações sobre o caso solicitadas ao TCU (Tribunal de Contas da União) e aos ministérios.”
Diego Salmen, Terra Magazine
Entrevista Completa, ::Aqui::

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