“Os velhos fantasmas continuam assombrando a imprensa brasileira. De um lado, a concentração abusiva dos meios de comunicação compromete a liberdade de expressão, marginalizando sobretudo aqueles que já não têm vez e voz. De outro, a cobertura tendenciosa de temas relevantes, inspirada em compromissos comerciais e em uma perspectiva conservadora que não está em sintonia com os novos tempos.
Neste cenário desfavorável, o esforço inútil de trancar os esqueletos (sociais, econômicos, ambientais) dentro do armário se contrapõe à desfaçatez da maquiagem, bancada por grandes interesses e instrumentalizada por agências e assessorias que têm acumulado cinismo e "know-how" no processo de limpeza de imagem de empresas predadoras.
Os espetáculos da "criança-esperança" colidem com os "big brothers", valorização do individualismo e da competição sem escrúpulos, explicitação de egos doentes , de posturas maquiadas para aumentar a audiência, um processo deplorável em que se esvaziam as mentes e se enchem os bolsos. E não adianta (nem se atreva) a reclamar para o bispo!”
Wilson da Costa Bueno, Portal Imprensa
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