“O governo está disposto a recorrer a uma nova calibragem no pedágio cobrado para o ingresso de capitais estrangeiros se, de fato, a chancela do investment grade (reconhecimento de que o Brasil é um País de baixo risco para os investidores) provocar uma enxurrada incontrolável de dólares no mercado doméstico. Nesta quarta-feira, durante a reunião da coordenação política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vão avaliar os impactos de curto, médio e longo prazos da reclassificação brasileira pela agência Standard & Poor?s.
Eles querem criar uma rotina para acompanhar o ingresso de capitais e discutir cenários sobre como tirar proveito do novo patamar da economia, montando uma estratégia de alongamento do perfil da dívida interna e de preservação de um crescimento da economia no ritmo de 5% ao ano. Trata-se de uma reflexão que envolverá o conjunto do governo, sem abrir espaço para idéias que ponham em risco a estabilidade da economia ou mudanças na política cambial. "A política é de câmbio flutuante. Ponto!", diz um auxiliar de Lula ao Estado.”
Beatriz Abreu, O Estado de São Paulo
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