Economia e popularidade

“As agências de risco já deveriam ter perdido crédito com a crise do subprime nos Estados Unidos, mas como o capital ainda confia nelas o anúncio da Standard & Poors de que o Brasil alcançou grau de investimento vai fazer o governo passar o feriado rindo de orelha a orelha.

O aval de uma agência de classificação de risco atrai mais investimento externo ao país, pois existem certos fundos orientados a só aplicar em países que conquistam o grau de investimento. A decisão praticamente carimba o crescimento sustentável do país nos próximos anos, afastando de vez o eterno temor do vôo de galinha.

Todos os indicadores econômicos reagiram favoravelmente à nova classificação, e a Bolsa de Valores fechou com recorde histórico de pontuação. É curioso verificar que no último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, a Bovespa chegou a operar no patamar de 9 mil pontos e agora chegou a quase 68 mil pontos.

O temor disseminado à época pelo governo e pelo mercado de que Lula poderia desrespeitar compromissos de um país que quebrara duas vezes levou o risco Brasil às alturas, o que obrigou o novo presidente a reforçar uma política econômica ortodoxa, que ele mesmo classifica de maior ajuste fiscal já feito na história do país.”
Mair Pena Neto, Direto da Redação
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