“A indignação da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) com os achaques e seqüestros praticados por policiais civis de São Paulo foi uma das causas que levaram a facção criminosa a praticar a onda de atentados que paralisou o Estado em maio de 2006. O esquema que mais deixou revoltado os bandidos foi aquele que seria comandado pelo investigador Augusto Pena. As informações são da Agência Estado.
Preso na semana passada em uma operação do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco), de Guarulhos, Pena alega inocência. A raiva dos bandidos ficou registrada nas conversas telefônicas que a testemunha Regina Célia Lemes de Carvalho, ex-mulher de Pena, entregou à polícia.
"Eu estou indignado com esse negócio aí!", Diz, por exemplo, Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, terceiro homem na hierarquia da facção, ao saber do esquema montado por policiais de Suzano, na Grande São Paulo.
Os achaques contra a cúpula do PCC ocorreram entre 2005 e 2006. A transferência da cúpula da facção para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau foi a gota d’água para que Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, ordenasse as três ondas de ataquescontra delegacias, quartéis , bancos e ônibus nas quais morreram 56 policiais, 119suspeitos e 10 civis. Segundo as investigações do Gaerco, mediante autorizações judiciais, os policiais passaram a grampear telefones de integrantes do PCC e de seus familiares. Mesmo quando não obtinham provas contra os familiares, os policiais teriam fraudado os áudios das escutas para justificar os achaques.”
O Dia
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