Labirintos

“Somos um povo encerrado numa história de espelhos movediços, história sem linearidades, anticartesiana, barroca e, sobretudo, mágica.

O rei de Creta encomendou a Dédalos o labirinto - palácio de intrincados percursos, onde as pessoas se perdiam, exceto Teseu, graças ao fio de Ariadne, que o conduziu à saída.

Menos de uma semana antes de morrer, a 10 de dezembro de 1830, Bolívar reagiu quando seu médico recomendou-lhe confessar-se antes de receber os sacramentos: "Que significa isto? Estou assim tão doente que vens me falar de testamentos e confissões? Como poderei safar-me deste labirinto?"
Frei Betto, Adital
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