“A falência criativa da televisão aberta é também o prenúncio do esgotamento do modelo de empacotamento linear que está na natureza das redes de televisão. Esse modelo está sendo complementado por formas não-lineares de oferta de programação, em especial o VOD (vídeo on-demand) que será a estrela dos próximos anos. O VOD substitui completamente a vídeolocadora e a ele seguem-se todas as formas de programação por demanda.
A peculiaridade, então, é que o IPTV, que seria apenas mais um mecanismo de distribuição, tende a estimular formas mais contemporâneas de empacotamento e de produção. Nos próximos cinco ou seis anos, o usuário mal se lembrará de que assistia televisão da maneira como faz hoje – e principalmente que consumia o lixo que consome achando que isso era tudo o que a televisão lhe podia oferecer.”
Nelson Hoineff, Observatório da Imprensa
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